quinta-feira, 28 de maio de 2015

Alto Parnaíba e mais oito municípios estarão na ação “Jovem Cidadão”, promovida pelo governo do Maranhão




Governo garante emissão de documentos para jovens em ações especiais



O Governo do Estado possibilitará que mais de mil jovens de oito municípios do interior e da capital tenham sua cidadania assegurada com a emissão de documentos de identificação. Durante a ação “Jovem Cidadão”, promovida em parceria entre o Viva Cidadão, por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e as Secretarias de Estado de Juventude (Seejuv), de Educação (Seduc), e de Esporte e Lazer (Sedel) serão emitidas Carteira de Identidade e CPF com atendimento prioritário para jovens.

O “Jovem Cidadão”, ocorrerá no sábado (30), simultaneamente nos municípios de São Luís, Turiaçu, Urbano Santos, Campestre do Maranhão, Arari, Imperatriz, Alcântara, Alto Parnaíba e São João dos Patos e garantirá que 100 jovens de cada uma das unidades móveis do Viva Cidadão nos nove municípios, além das unidades fixas instaladas em 14 municípios do estado,tenham acesso a emissão dos documentos de identidade. A ação reforça o compromisso do governo Flávio Dino em garantir cidadania e inclusão social para os jovens maranhenses, consolidando cada vez mais o protagonismo juvenil no estado.

Além dos documentos de identificação, nas unidades do Viva Cidadão, os jovens poderão acessar serviços online (inscrição do Enem 2015, emissão de Contas de Água, Luz e Telefone, Certidão Negativa da Justiça Federal e Militar,  NIT – Previdência Social, Boleto Bancário) e emitir o certificado de Antecedentes Criminais.

De acordo com os órgãos parceiros na ação, o “Jovem Cidadão” tem como objetivo, garantir a ampliação de direitos e acesso à cidadania, além de fazer com que um número maior de jovens maranhenses possam realizar sua inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) 2015, uma vez que, os documentos são indispensáveis no ato da inscrição nestes e em outros eventos. Para isso, as equipes da Seejuv, Sedel e Seduc, realizarão mobilização nas unidades de ensino, escolinhas de futebol e demais esportes e nos mais diversos grupos juvenis, no intuito de sensibilizar os jovens a procurar as unidades do Viva Cidadão para ter acesso a emissão dos documentos.

“A ação ‘Jovem Cidadão’, pela emissão de documentos de identificação, possibilitará a ampliação da garantia de direitos aos jovens, tirando-os da invisibilidade social. Muitos jovens nestes municípios ainda não têm Carteira de Identidade ou CPF. A falta que esses documentos faz é evidenciada, principalmente, quando eles precisam acessar algum programa ou ação de política pública ou mesmo fazer inscrição em algum evento, como, por exemplo, os JEMs e o Enem. Por isso mesmo, neste momento, em que estão em curso, as inscrições para estes dois eventos, iniciamos esta, que é uma ação de governo Flávio Dino e será contínua, dando prioridade à juventude na emissão desses documentos, numa grande parceria entre o Viva Cidadão, a Seejuv, a Sedel e a Seduc.”, explicou a secretária da Seejuv, Tatiana Pereira.

Ação continua


O lançamento do “Jovem Cidadão” ocorrerá neste sábado, entretanto, de acordo com os órgãos governamentais que coordenam a ação, o objetivo é que ela seja contínua, ocorrendo outras vezes. Para isso, será reservado sempre um dia do período de atendimento das unidades do Viva Cidadão nos municípios do estado, para priorizar a emissão de documentos de identificação para a juventude.

Além do dia prioritário de atendimento aos jovens, as unidades móveis atenderão ao público geral durante uma semana, iniciando suas ações na sexta-feira (29) e encerrando no dia 6 de junho. Durante o período, os jovens que não conseguirem atendimento na ação “Jovem Cidadão”, no sábado (30), poderão procurar as unidades e agendar um horário para emissão dos documentos.

NOTA DE ESCLARECIMENTO - Lirô Guimarães Fialho

NOTA DE ESCLARECIMENTO - Lirô Guimarães Fialho


A publicação desta Nota de Esclarecimento é um atendimento ao pedido do amigo e ambientalista Lirô, da cidade de Tasso Fragoso.

Lirô
Venho através dessa nota, fazer alguns esclarecimentos relacionado a opinião de algumas pessoas  a meu respeito referente ao Meio Ambiente.

Estão dizendo maliciosamente por ai que minha opinião a respeito do Meio Ambiente mudou, e que acham até que me vendi para os empreendedores interessados na construção da Barragem Canto do Rio.

Audiência Pública - UHE/Canto do Rio Tasso Fragoso - MA

Pois bem: Nem uma coisa, nem outra, foi, sou e sempre serei defensor da Natureza independentemente de qualquer coisa, eu venho a quinze anos levantando questionamentos, ambientais, culturais e turísticas nessa região, dando minha cara à tapa, nem só a minha mais também de minha família, sendo ameaçado, massacrado, rejeitado, criticado, apontado, discordado, humilhado, mal olhado, rechaçado, mal visto, mal pago, ou melhor, a maior parte do tempo nem pago fui, enfim sofrendo todos os tipos de violência possível atribuído a uma pessoa, nunca fui visto ou reconhecido por isso. Ninguém, (ou poucos) compartilharam isso conosco, e os que compartilham foi somente com algumas palavras de incentivo, mais nunca nenhum se prontificou a assumir e defender o Meio Ambiente na sua totalidade.

Nós últimos tempos, com a provável vinda de alguns empreendimentos pra essa região, estamos vendo algumas pessoas se manifestarem, com críticas de todas as formas, principalmente sobre a minha pessoa. Inclusive de pessoas que nunca moveram uma palha para defender o Meio Ambiente, agora se manifesta como bola da vez. Provavelmente porque o problema bateu na sua porta diretamente.

Impactos Ambientais nós temos a todo minuto, por exemplo: Caça predatória, (principalmente de pessoas que nem tem necessidade disso) pesca predatória, queimadas ilegais, tráfico de animais silvestres, desmatamento desenfreado, enfim, são vários os problemas causados pela falta de sensibilização ou conscientização ambiental. Meio Ambiente não é um problema só meu, é teu também.

No entanto, não vejo esses críticos fazerem nada, não se manifesta, não criticam, não apontam, não denunciam, não rechaçam, não discorda, não massacram, não rejeitam não se organizam tão pouco movem um dedo sequer pra defender o tão já sofrido Meio Ambiente, não fazem absolutamente nada pra mudar essa crítica situação. Todos calam, todos consistem, todos se acovardam, e se escondem atrás uns dos outros e deixam tudo como está.

Somos todos sabedores de milhares de hectares de vegetação nativa sendo derribados todos os anos no platô das serras, dejetos as toneladas sendo despejado nos rios e riachos, vindo assim à diminuição das águas, pessoas que às vezes moram ao lado de um açougue, mais não saem do mato caçando todos os tipos de bichos, fazendo farras com churrasco de animais silvestres, outros não saem do rio pescando, inclusive na época da reprodução dos peixes, com frízer cheio de peixes vendendo durante toda a época da desova, gente vendendo todos os dias à fauna do cerrado, vivendo toda uma vida traficando animais silvestres, as queimadas só tacam fogo uma vez, são meses e meses queimando tudo que tem pela frente, fogo esses que só se apagam nas épocas das chuvas ou quando não tem mais o que queimar;  derrubadas? A supressão das matas nativas nem se fala, já derrubaram tudo que tem encima das serras, e agora estão desmatando dentro dos vãos, causando assoreamento, a escassez tanto da fauna como da flora, já fizemos de tudo, brigamos, fotografamos e denunciamos incontáveis vezes, já fui pessoalmente às autoridades competentes por varias vezes e todos por unanimidade são conhecedores de tudo que acontece nessa região.  (Aliás, o próprio governo da autorização pra isso, da à autorização mais não da à fiscalização).

Agora com a provável vinda desses empreendimentos, todos os problemas se voltaram pra isso, o Rio Parnaíba já está com problemas há décadas, e todos sabem disso, inclusive as autoridades e o culpado é a hidrelétrica Canto do Rio que nem foi feita ainda?

Eu não sou a favor de nenhuma hidrelétrica, mais com isso não vou atribuir problemas já existentes a uma única coisa, já que são vários os problemas. No meu ponto de vista o Cerrado já está condenado à extinção á muito tempo.

Eu não sou a favor de nenhuma Hidrelétrica, não só no Rio Parnaíba como em nenhum outro lugar do mundo mais as hidrelétricas no Brasil corresponde a 90% da energia produzida no país. Já a energia Eólica, Solar, Nuclear e outras, são realidades na França, na Espanha, na Suécia em países chamados 1º mundo, no Brasil isso ta longe de acontecer, é verdade, ta longe, existe sim, em pontos isolados mais ainda não é prioridade nestes pais. Quando se fala em “energia limpa”, não estamos falando de um tipo de geração de energia que não cause nenhum impacto ambiental, pois, até o momento, esse sonho ainda não se tornou realidade.

Neste país todos querem os benefícios que a energia pode trazer, mais a verdade é que todos querem que a hidrelétrica seja na casa dos outros.

A diferença entre o veneno e o remédio é somente a dose, se acham que o Rio Parnaíba deve ser defendido, eu também acho, mais também acho que todas as questões ambientais devem ser defendidas, não somente priorizar um e deixar os outros, já que o Meio Ambiente é uma corrente que estão interligados entre si.

Por isso e por outras razões, digo e repito, não sou a favor de hidrelétricas, mais sou a favor da energia.


Lirô Guimarães Fialho
Tasso Fragoso-28 maio de 2015

domingo, 24 de maio de 2015

GOVERNADOR FLÁVIO DINO AUTORIZA REFORMA NO CENTRO DE ENSINO VITORINO FREIRE

GOVERNADOR FLÁVIO DINO AUTORIZA REFORMA NO CENTRO DE ENSINO VITORINO FREIRE



No inicio deste mês de maio, precisamente no dia 11, a Secretária Estadual de Educação do Maranhão, Áurea Prazeres, visitou a cidade de Balsas e se encontrou com os Secretários Municipais de Educação das cidades que compõem a Unidade Regional de Educação de Balsas.

Esse encontro aconteceu no C.E Luis Rego no centro de Balsas e, na ocasião, a secretária salientou sua preocupação com a elaboração dos Planos Municipais de Educação que tem terão que estar concluídos no próximo mês de junho. A SEDUC enviou uma  equipe técnica para orientar os secretário na formulação de tais planos.

A Secretária Áurea Prazeres estava acompanhada do Dep. Federal Weverton Rocha e do Secretário de Agricultura no Maranhão o empresário Márcio Honaisser, todos se expressaram no sentido da preocupação do Governador Flávio Dino em melhorar os índices educacionais do nosso Estado e das ações já implementadas visando esse objetivo.

Na ocasião, o Gestor da URE/Balsas, o Dr. Flávio Damasceno frisou a importância da parceria com os municípios e enfatizando que os índices negativos envergonham o Maranhão, não importando se os mesmos são de escolas públicas municipais ou estaduais.

A Agenda da Secretária foi muito intensa e proveitosa, sempre acompanhada do Gestor e da Diretora pedagógica a Sra. Luzimar Lima Coelho e Lucena visitaram o C. E. Padre Fábio Bertagnolle, o C.E Socorro Cabral e antiga sede do José Pereira que, segundo a nossa Secretária, será reformada para ser a sede definitiva da URE/Balsas.

Áurea Prazeres esteve também na URE/Balsas onde determinou que todas as necessidades de professores fossem resolvidas seja com contratos novos, seja com CET (condição especial e trabalho) de efetivos ou contratados, ou ainda, horas extras.


A foto espalhada nas redes sociais no ano de 2014 (acesse o link), onde alunos assistiam aulas com os guarda-chuvas abertos por causa das goteiras, foi emblemática e demonstrava o total desrespeito pela educação e pela comunidade. Áurea Pazeres, sensibilizada, garantiu que o C. E. Vitorino Freire será reformado.

O Governador Flávio Dino, também em vista a região de Balsas reafirmou e autorizou a obra de reforma na Centro de Ensino Vitorino Freire em Alto Parnaíba – MA.

A Secretária se despediu e demonstrando total confiança no trabalho da URE/Balsas e parabenizou a disposição e motivação dos educadores dessa Regional.




UHE Canto do Rio. E agora... O quê?

     UHE Canto do Rio.      

E agora... O quê?



Pe. Alex Lafuente
 É a pergunta que tenho escutado muitas vezes nestes últimos dias. Qual a minha resposta, que é também a minha impressão depois de realizados os diversos encontros (Minas PCH e atingidos) e depois das Audiências Públicas?...Que estávamos assistindo, qual meros  espectadores, a um teatro que já tinha o final escrito e decretado. Como disse o Dr. Carlos no encontro do Tasso “um prato feito” ou “um bolo de carne”, como alguém me falou nestes dias, que tínhamos que engolir (prato feito ou bolo de carne que vai ser muito indigesto, sem a menor dúvida, e que vai provocar em muitos uma tremenda dor de barriga ou até uma grande intoxicação). E é inútil que repitam incessantemente que não é assim, que apenas estamos na fase previa, que agora é o IBAMA quem tem que estudar e aprovar... Tudo para cumprir as normas legais, claro, pois deu pra perceber que os senhores do meio ambiente são mesmo muito legalistas...em algumas coisas (basta olhar o exemplo da ponte sobre o rio Parnaíba, que vem rolando para cima e para baixo por mais de dez anos e que ainda não foi aprovada. E por quê? Porque uns funcionários preguiçosos ou incompetentes do DNIT, que deveriam estar demitidos e na cadeia, pelos tremendos prejuízos que tem causado à população ao longo de dez compridos anos, não souberam ou não quiseram cumprir normas, minúcias, como possa ser o fato de ter esquecido de algum documento, ter passado da data ou não ter publicado o edital no estado do Maranhão). Mas é claro que os senhores da Minas PCH não vão ter essas falhas legais, pois contratam, sem dúvida nenhuma, os melhores especialistas em todos os campos. E deu para perceber isso com os senhores engenheiros representantes da citada empresa, pessoal competente e preparado, sempre com a resposta pronta para qualquer questão que pudesse ser apresentada.


Isso se mostra claramente, no folheto que foi distribuído massivamente nos três municípios (feito, sem dúvida nenhuma, por autênticos especialistas em comunicação) e que foi o único meio informativo com o qual entrou em contato a maior parte da população, pra conhecer o que estava vindo aí com a construção da usina. Em dito folheto, em papel cuchê, em cores atraentes e com vários desenhos (apto até para os que não sabem ler ou são semi-alfabetizados) se fala única e exclusivamente em BENEFÍCIOS que a dita usina vai trazer para nós e em nenhum momento se diz a palavra IMPACTO, tão repetida nas audiências públicas. Aliás, neste folheto eles falam apenas em “POSSÍVEIS ALTERAÇOES” que a usina irá provocar. Nem certas elas são, apenas “possíveis”, numa clara manipulação informativa, se comparada aos prejuízos admitidos (diante de apenas 150 pessoas) nas audiências públicas.


A minha propriedade, só como exemplo, vai ficar completamente em baixo d’água, tudo o que tenho plantado e feito, casa incluída, ao longo destes 20 anos. Pés de laranja, lima, tangerina, limão, manga, caju, jabuticaba, abacate, atimóia, jaca, coco, carambola, e tantos e tantos outros... que deverão ser cortados ...numa “possível alteração” da minha propriedade e da minha casa. Assim como a das outras 22 famílias que serão expulsas das próprias terras, para não falar das que terão as suas terras inundadas parcialmente. Pessoas que vivem e plantam há décadas na beira do rio, uma vida toda, herança de pais e avós, muitos dos quais sepultados nesses lugares, expulsos “por decreto” das suas casas, das suas terras e chamam isso, com o maior cinismo, de “possíveis alterações”. Isso é fazer pouco do povo, é rir na nossa cara, como se toda uma vida pudesse ser indenizada ou transplantada como se faz com um pé de planta qualquer.  E as matas ciliares e de galeria da beira do rio que também serão destruídas? Mesmo que façam um reflorestamento das mesmas, como prometido... Quantas décadas não deverão passar para que essas árvores atinjam o porte das que agora vão cortar e destruir? Mais uma simples, pequena e sem importância, “possível alteração”. E depois ficam ofendidos por uma frase e com o maior cinismo do mundo pedem para serem respeitados.

Aliás, nas audiências públicas eles falam em programas e planos (um mundo) que são para paliar, na medida do possível, os impactos que a usina vai provocar. Mas no folheto não, pois ao não falar dos impactos esses planos e programas parecem ser outros benefícios acrescentados aos anteriores, algo assim como um Papai Noel fora de época, vindo de Belo Horizonte – MG, que estivesse trazendo presentes para nós.


Nos desenhos do folheto tem, por exemplo, uma lâmpada, com o qual o povo em geral logo pensa que eles vão trazer energia. E não é bem assim, pois nos encontros e nas audiências, (volto a repetir, diante de um reduzido número de pessoas) eles falam aberta e claramente que só vão produzir energia e que a distribuição ou o fato de que ela chegue até nós não depende deles. Energia que irá reforçar, dizem, a carga das linhas de transmissão nas  quais será interligada. Uma gota de água no imenso reservatório do país.

Igualmente estão criando uma falsa expectativa com o número de empregos a serem criados. Eles falam de 310 empregos no “pico da obra”, mas não estão especificando o quanto vai durar esse “pico da obra”. Uma semana? Um mês?...Porque, sem dúvida nenhuma, não vão começar a obra com 310 empregos e nem vão terminar com o mesmo tanto.

Quando eu reclamei por estas coisas durante a Audiência Pública de Alto Parnaíba (aliás, usando uma linguagem coloquial imprópria, certamente, para ser usada numa audiência pública – não se “puxam as orelhas” de um engenheiro chefe e nem de uma empresa em público – e pelo qual pedi desculpas publicamente durante a audiência e depois dela pessoalmente) me foi respondido que o folheto era apenas um convite para participar da audiência. E não é bem assim, pois o folheto traz informações claras e precisas da empresa, da usina, dos benefícios e dos planos a serem implementados. E isso tudo é informação, sim. Informação manipulada. Teria sido bom se o senhor engenheiro tivesse se sentido tão ofendido pela frase em questão como pela falta de ética informativa do folheto.  E quando se pede respeito... tem que saber respeitar primeiro, e eles mostraram pouco respeito pelo povo manipulando-o desse jeito.

Sem dúvida nenhuma uma empresa como a Minas PCH, moderna e eficiente, contrata os melhores, e em diversas ocasiões também elogiei isso e parabenizei pela sua competência e preparação. Porém, uma coisa faltou: quem aceita os elogios deve saber também aceitar as críticas. Nisso se mostra, talvez, o autêntico profissionalismo. E em nenhum momento eles aceitaram qualquer crítica, por mínima que ela fosse, sempre tentando justificar por todos os meios qualquer pergunta que fosse feita. Ninguém é perfeito, e reconhecer as falhas, sejam quais forem, é um bom exercício para crescer na vida.

E agora... O quê?

Apenas esperar, pois essa usina vai sair sim. O IBAMA vai respeitar os prazos que marca a lei e vai dar a licença prévia para a usina ser construída. O que eu espero é que o mesmo IBAMA se mostre tão diligente com a fiscalização dos programas e planos a serem implementados como se mostra com as leis de licenciamento de uma obra. Eu chamei a atenção do mesmo quando perguntei durante a audiência se teria a capacidade de fazer isso, pois todo ano estavam sendo requeridos para fiscalizar a pesca predatória no rio Parnaíba e respondiam que não tinham meios e nem pessoal pra fazê-lo. Pergunto-me então se irão ter meios e pessoal para fiscalizar, ao longo de 30 anos, esses 30 planos e programas propostos no Relatório de Impacto Ambiental ou irão ser, mais uma vez, planos e programas feitos para ficarem apenas no papel....molhado pela represa.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

ALTO PARNAÍBA, UMA HISTÓRIA FEITA COM CORAGEM E VITÓRIAS.

ALTO PARNAÍBA, UMA HISTÓRIA FEITA COM CORAGEM E VITÓRIAS.

Décio Helder do Amaral Rocha - In memoriam 



Décio Rocha e Jackson Lago

19 de maio de 1.866 é a data oficial da fundação de Alto Parnaíba, quando o fazendeiro Francisco Luiz de Freitas e sua mulher Micaela de Abreu Freitas, donos da Fazenda Barcelona, fizeram a doação de parte de suas terras à Igreja Católica para a instalação da Vila de Nossa Senhora das Victórias, sob a liderança de Cândido Lustosa de Britto.Descendente da família Britto da região de Serra Talhada e Arcoverde, em Pernambuco, Cândido Lustosa de Britto era um homem de rara inteligência, sagaz, trabalhador, desbravador por natureza – também descendente dos Lustosas - dos bandeirantes paulistas saídos de Santos - e de personalidade muito forte. Sobrinho, pelo lado materno, de José Lustosa da Cunha, o Barão de Santa Filomena, saiu de Parnaguá e veio administrar fazendas do tio em Santa Filomena, já casado com Ana Victória Vargas Lustosa de Britto, também de importante família do sul piauiense.O poder financeiro e político do Barão de Santa Filomena era imenso. Irmão do Marquês de Paranaguá – João Lustosa da Cunha Paranaguá -, um político com imensa influência no império brasileiro no governo de Dom Pedro II, tendo sido presidente do Conselho de Ministros – Primeiro-Ministro, governador (presidente) das províncias (estados) da Bahia e Maranhão, além de Senador, desembargador do Piauí, jurista, fundador e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil já na República, Ministro da Fazenda, da Justiça, do Exterior e da Guerra, e do coronel José da Cunha Lustosa, o Barão de Paraim, todo-poderoso senhor de terras e da política de parte do Piauí, através de Parnaguá ou Paranaguá.Além de tudo isso, o Barão de Santa Filomena, que somente faleceu em 1.901, tornou-se amigo pessoal do Imperador Pedro II, após lutar na Guerra do Paraguai, obtendo do monarca o título de general do exército brasileiro, foi deputado geral (federal) exatamente quando da fundação de Alto Parnaíba, foi prefeito (intendente) de Santa Filomena, comandante da Guarda Nacional no sul do Piauí, era maçom, aliás, o primeiro desta região.Mesmo com todas essas forças, Cândido Lustosa de Britto, não receou enfrentá-las, e aproveitando-se da ida do futuro barão para o front da guerra e naquele instante, deputado federal pelo Piauí e atuando pessoalmente na capital do Império, a cidade do Rio de Janeiro, em outro extremo do país, foi a Caxias, então a vila mais importante do interior do Maranhão, convencendo as autoridades maranhenses que, na região do Alto Parnaíba, também o Rio Parnaíba era a divisa natural dos dois estados, então chamados de províncias, trazendo consigo o tenente José Ayres e um contingente com cerca de 50 soldados, e fincou a bandeira do Maranhão onde é hoje a localidade Escalvado, a cerca de 15 quilômetros da cidade rio acima, onde iniciou-se a construção da Vila de Victória.Houve pequena reação de pessoas ligadas ao futuro Barão de Santa Filomena, que então dominava terras que iam até o hoje município maranhense de Balsas, saindo vitoriosos Cândido Lustosa de Britto e o Maranhão.Logo Cândido Lustosa sentiu que a nova cidade deveria ser construída em frente à vila de Santa Filomena, já estruturada, principalmente em razão do porto do rio Parnaíba, da importância dessa comunidade como entreposto comercial e da influência a nível nacional de seu chefe político, fazendo as pazes com o Barão de Santa Filomena, seu tio, que o visitou pessoalmente, transferindo o início das construções do Escalvado para onde é atualmente a cidade de Alto Parnaíba, especificamente na antiga Pontinha e nas atuais Praças Coronel Antônio Luiz e Rua Coronel Antônio Rocha.Todas as cidades do interior brasileiro, em razão do transporte mais dinâmico e da própria água para consumo, surgiram às margens de rios e lagos, inclusive Alto Parnaíba.Com o início das construções das casas, da primeira Igreja de Victória, hoje com o nome de Nossa Senhora de Guadalupe, da cadeia, do prédio do Conselho Municipal (Prefeitura), de estabelecimentos comerciais, do cemitério, dentre outras construções, instalou-se oficialmente a administração da Vila de Nossa Senhora das Victórias, isto por volta de 1.871, sendo eleito o Conselho Municipal – espécie de Câmara Municipal, cujo presidente era o prefeito (intendente) -, sendo eleito para presidi-lo e como primeiro prefeito de Alto Parnaíba, Antônio Luiz do Amaral Britto.

Cândido, que governou como uma espécie de regente único, da fundação, em 1866, até a instalação do governo municipal, em 1871, passou a administração e a liderança política para o futuro Coronel da Guarda Nacional, Antônio Luiz do Amaral Britto, seu sobrinho – filho de seu irmão, Major José Rodrigues de Britto -, neto, pelo lado materno, do Desembargador José Mariano do Amaral, que mandou na política do Piauí, inclusive como seu governador, por décadas, ficando o próprio Cândido como juiz municipal, o primeiro de Alto Parnaíba, permanecendo no cargo até a morte, em 1.916.Antônio Luiz, que era filho de Parnaguá e nasceu em 13 de junho de 1850, casou-se com duas filhas de Cândido, suas primas Ana Cândida Lustosa do Amaral Britto, morta muito jovem, e Maria Lustosa do Amaral Britto, conhecida por Dona, e foi o mais importante líder de Alto Parnaíba de todos os tempos, tendo exercido, por várias vezes, o cargo de prefeito, além de vice-governador do Maranhão, entre 1914/1918, na gestão do Governador Herculano Parga, e eleito o filho Adolpho Lustosa do Amaral Britto e o genro, João Francisco de Vargas, como deputados estaduais; outro deputado estadual representando a vila de Victória, apoiado por Cândido e Antônio Luiz, foi Ludgero César da Rocha, na legislatura 1901/1902.Político com importância reconhecida em todo o Maranhão, o Coronel Antônio Luiz implantou o desenvolvimento em Victória do Alto Parnaíba, criando uma banda de música, a primeira escola municipal em nossa cidade, que levou o nome de Herculano Parga e trouxe as primeiras professoras normalistas, influenciando para que a navegação pelo Rio Parnaíba chegasse a Alto Parnaíba e Santa Filomena, e pela construção da chamada estrada do sal entre Alto Parnaíba e Goiás, hoje Tocantins, projetos de autoria dos Deputados Adolpho Lustosa e João Vargas.O Coronel Antônio Luiz morreu em 1924 quando era prefeito, sendo substituído pelo vice-prefeito (na época, chamado subprefeito), Lindolfo Lustosa do Amaral Britto, que era seu filho.
A família Britto, que dominava a política e a vida administrativa e econômica de Alto Parnaíba, com a morte de seu líder, se dividiu em duas correntes, a primeira sob a chefia do Coronel da Guarda Nacional e deputado Adolpho Lustosa e a outra, sob a liderança do Coronel da Guarda Nacional e ex-prefeito Samuel Lustosa de Britto – o primeiro prefeito (intendente) do período republicano nas eleições realizadas em 01 de julho de 1893 -, este o quarto filho do fundador Cândido Lustosa de Britto, e o Capitão da Guarda Nacional Lindolfo Lustosa, facilitando o crescimento da oposição sob a popular e carismática liderança do fazendeiro e coletor federal, Antônio de Araújo Rocha, filho de Corrente, no Piauí, sobrinho do ex-deputado Ludgero César da Rocha, que, com a morte do pai, Elias da Cunha Rocha, e do novo casamento da mãe, Maria Izidora de Araújo Rocha, com um filho do fundador de Victória, de nome David Lustosa de Britto, mudou-se ainda menino para a Vila de Nossa Senhora das Victórias e aqui contraiu núpcias com Ifigênia Maria do Nazareth Lustosa, neta do Barão de Santa Filomena, filha do coronel Leopoldo Lustosa da Cunha, um extraordinário autodidata, o primeiro advogado da região e prefeito de Santa Filomena por mais de uma vez, redator do que seria a primeira lei orgânica da cidade de Teresina, com Maria Benedita do Nazareth.Desde a fundação até a década de 50 do século passado, a economia de Alto Parnaíba se baseava praticamente no comércio e na pecuária. Aliás, o nosso porto no Rio Parnaíba era um dos mais movimentados na margem do Velho Monge, e a já falada Estrada do Sal foi construída exatamente para facilitar o transporte do sal do nordeste para o centro-oeste, que vinha em vapores pelo Parnaíba e seguia a lombo de burro e jumentos para Goiás e daí para outras regiões do País, centralizando Alto Parnaíba toda essa grande atividade comercial, que se estendia a outros produtos comerciais.

O pecuarista levava o gado de nossa região, tangido por boiadeiros, para comercializá-lo em Pernambuco, Ceará, Piauí, Alagoas e até no Rio Grande do Norte, em longas caminhadas, e de lá traziam confecções, o sal, o café e outros produtos comerciais.

Nos anos 20, Alto Parnaíba teve a presença corajosa e progressista de Corbeniano Gomes da Silva, piauiense de São Raimundo Nonato, que aqui se fixou na Fazenda Sucupira vindo da Bahia, construiu com recursos próprios a ladeira da bacaba e reconstruiu a estrada do sal (a mesma até os dias atuais) pelo Montevidéu, passando a cobrar pedágios, além de grande produtor de cana-de-açúcar, de café, criador de suínos e de gado bovino, morrendo no exercício de sua atividade pioneira, a de garimpeiro de diamantes e outras pedras preciosas.

Com a Revolução de 30, a oposição chegou ao poder em Alto Parnaíba, com a nomeação de Raimundo Lourival Lopes, próspero comerciante piauiense, que governou o município, como prefeito/interventor, por mais de 13 anos, tendo ocupado a prefeitura, também no período de 1930/1945, os prefeitos Adolpho Lustosa, Manoel Moreira, José Soares, Ceir Pachêco, Clóvis do Amaral Vargas, Josué de Moura Santos, João do Amaral Vargas, Palmeron Lustosa do Amaral Britto e Ritinha de Araújo Rocha, a nossa primeira mulher prefeita.

A primeira criança registrada ainda na Vila de Nossa Senhora da Victória do Alto Parnaíba foi Antônio Pereira da Silva, nascido a 30 de junho de 1.899, filho de Jesuíno Pereira da Silva e Josefa de Oliveira Cabral, os pais naturais da Freguesia de Milagres, na Província do Ceará, sendo padrinhos da criança, Fausto Ferreira Lustosa e Isabel de Oliveira Cabral. O registro é o de nº 01, do livro de nascimento nº 01, lavrado pelo Oficial do Registro Civil, Simeão Estelita Pereira de Albuquerque.

As duas outras crianças primeiramente registradas foram Zacarias Vitorino da Paixão, filho de Manoel Vitorino da Paixão, primeiro tabelião público da Vila de Victória, e de Laurentina Maria Vieira, e nascido a 16 de julho de 1.889; e Oséas Lustosa do Amaral Britto, nascido a 27 de julho de 1.889, filho de Antônio Luiz do Amaral Britto e de Maria Lustosa do Amaral Britto.Um dos primeiros casamentos, com efeito civil, de Victória, foi feito no dia 16 de fevereiro de 1.891, na Casa da Intendência Municipal –hoje de propriedade do Sr. Zoroastro Soares, pai do atual prefeito, e servindo para o funcionamento de uma usina de beneficiamento de arroz (o patrimônio público aqui é totalmente desprezado) -, de José Ferreira do Nascimento e Raymunda Francisca de Souza, celebrado pelo Juiz de Paz em exercício Theodomiro da Silva Cunha.

O primeiro médico de Alto Parnaíba foi o cearense Miguel de Lima Verde, trazido pelo Coronel Antônio Luiz no início dos anos 20 de Floriano, através de seus filhos, o Major Luiz Antônio Lustosa do Amaral Britto (Luiz Britto) e Oséas Lustosa do Amaral Britto, tendo sido também prefeito (intendente) de Victória.

As primeiras professoras normalistas foram as irmãs Estelvina e Etelvina Vasconcelos, também trazida de São Luís por Antônio Luiz do Amaral Britto; a primeira escola particular foi a do Professor Luiz Amaral, também poeta e jornalista, o primeiro alto-parnaibano a lançar um livro – O Meu Livro; o primeiro grupo escolar foi a escola Herculano Parga. depois Vitorino Freire e a primeira professora e diretora deste, a educadora Maria de Lourdes Gouveia Rocha, filha de São Luís, que chegou a Alto Parnaíba nos anos 30, aqui casou-se com Elias de Araújo Rocha, político, advogado e promotor público, e se dedicou por quase 50 anos ao magistério, com a colaboração, no início, das também normalistas Eurídice Formiga Rocha, Antônia Galvão e Maria Madalena Gomes Amaral, além da professora municipal Maria da Conceição Lopes de Carvalho.

A primeira mulher delegada foi Ritinha de Araújo Rocha e um dos primeiros juizes de direito, o Dr. Caio Lustosa da Cunha, filho do Barão de Santa Filomena.

O primeiro alto-parnaibano com curso superior foi o dentista João do Amaral Vargas e logo depois seu irmão, o médico Eurípedes do Amaral Vargas, recentemente morto em São Paulo com 103 anos de idade, formados em Minas Gerais; antes, o coronel Adolpho Lustosa, formou-se em farmácia, então um curso análogo ao atual de terceiro grau, em São Luís.

O primeiro advogado formado em direito e ingresso na Ordem dos Advogados do Brasil, natural de Alto Parnaíba, é o Dr. João da Cruz Franco Lopes, pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro; antes o seu primo, Dr. Raimundo Nonato Lopes dos Santos, recentemente falecido com mais de 90 anos de idade, advogado consagrado em Minas Gerais, professor da faculdade de direito da Universidade Federal de Minas, radicado em Juiz de Fora, que, entretanto, mesmo criado em nossa cidade até mudar-se no início da adolescência para estudar em Teresina, no tradicional Liceu Piauiense, onde tornou-se colega do grande jornalista brasileiro, Carlos Castello Branco, era natural de Uruçuí, no Piauí.

A primeira agência de banco em Alto Parnaíba a do Banco do Brasil, que mesmo tendo sido considerada a terceira em movimentos no Maranhão, foi brusca e arbitrariamente fechada e transferida para a vizinha Tasso Fragoso, sem qualquer razão a não ser a de causar prejuízos irreparáveis à nossa economia, então em franco desenvolvimento.

A última festa popular cultural tradicional de nossa terra era o reinado, de Oralina, a Orinha, já morta, mantida por sua filha, Aparecida, apenas na vizinha Santa Filomena; outras festividades folclóricas e de cunho religioso, por falta de apoio e incentivo, se acabaram com o decorrer do tempo.

De 1946 até hoje os prefeitos de Alto Parnaíba e seus vices, foram os seguintes: José Soares e Raimundo Alves de Almeida; João Borges Leitão e Elias de Araújo Rocha; Elias de Araújo Rocha; José Soares e Aderson Lustosa do Amaral Brito; Raimundo Alves de Almeida e Zoroastro Soares; Antonio Rocha Filho e Homerino Duarte Segadilha; Luiz Gonzaga da Cruz Lopes e Wagner Teixeira Mascarenhas; Corintho de Araújo Rocha e Wagner Evelim Pacheco; Renan Soares e Osvaldo Gama de Freitas; Antonio Rocha Filho e José Ribamar Nogueira Almeida; José de Freitas Neto e Itamar Nunes Vieira; Adalto Gomes da Silva e Jader Gonçalves Caixeta; José de Freitas Neto e Ernani do Amaral Soares; Raimunda de Barros Costa e Deusélis José Batista de Oliveira; Ranieri Avelino Soares e Lívio Bastos Santos; Ernani do Amaral Soares e José de Freitas Neto; Itamar Nunes Vieira e Raimundo nonato de frança oliveira.

No período do Estado Novo, ditadura de Vargas, Alto Parnaíba adquiriu a atual denominação, em razão de ser Vitória do Mearim um município maranhense mais velho com o nome Vitória. Essa mudança, entretanto, jamais teve a aceitação da maioria dos filhos do lugar daquelas gerações, destacando o poeta Luiz Amaral, o maior intelectual do lugar, nascido na Fazenda Praia, hoje território do município de Tasso Fragoso, em 08 de fevereiro de 1912, e já falecido, que cantou e exaltou sua terra em versos e prosas e jamais deixou de chamá-la de apenas Victória.

O primeiro escritório de advocacia instalado na cidade de Alto Parnaíba é o atual escritório de advocacia Dr. Plínio Rocha, há mais de 50 anos, primeiramente com os advogados provisionados Elias de Araújo Rocha e Antonio Rocha Filho, a partir de 1980 com o advogado Plínio Aurélio do Amaral Rocha, falecido subitamente em 30 de maio de 2001 aos 47 anos de idade, atualmente titularizado por mim.

O primeiro cinema e teatro de Alto Parnaíba foi o Victória, de Cândido Lustosa de Britto Filho, o Candinho, e com a morte deste no início da década de 1950 em São Paulo, de seu filho, Ivan Cirqueira Brito, atualmente aposentado, que funcionava em um antigo casarão à margem do rio Parnaíba, na altura do cais, em extensão ao bar e sorveteria – o primeiro balcão elétrico local -, ainda com sala de jogos e clube de dança, que infelizmente não mais existe, representando um marco cultural em nossa cidade, empreendimento pioneiro em toda a região; hoje continua funcionando na esquina uma parte mínima do que era o grupo Victória, pertencente ao jovem Ivan Brito Filho.

A primeira casa de saúde é o velho posto, ainda em atividade, e o primeiro hospital particular, o São Geraldo; antes, o consultório do médico Miguel de Lima Verde nos anos 20 do século passado e pouco depois e por pouco tempo, pequeno consultório do alto-parnaibano Dr. Eurípedes do Amaral Vargas.

Alto Parnaíba teve apenas dois distritos, além da sede, o do Brejo da Porta, emancipado como município de Tasso Fragoso no início dos anos 60, por iniciativa dos ex-prefeitos Elias de Araújo Rocha e Antonio Rocha Filho - sob a coordenação do prefeito da época, Raimundo Alves de Almeida -, que acamparam a ideia, atuaram politicamente e redigiram o projeto apresentado na Assembleia Legislativa pelo ex-deputado Didácio Santos, de Balsas, e ainda o do Curupá, à margem do rio Parnaíba, a 120 km da cidade, que continua credor da presença da administração pública municipal, assim como os demais povoados do município, sem estradas, sem moradias mais dignas, sem transportes adequados, sem saúde pública (inexistem simples postos ou mini-postos de saúde), sem urbanismo e saneamento, sem energia elétrica na grande maioria de nosso território com mais de 11 mil km2, sem água potável, sem escolas mais eficientes, enfim, populações que continuam a viver à margem da civilização.

A história de lutas dos fundadores e dos construtores do município de Alto Parnaíba parece esquecida nos últimos tempos, e mesmo não seguida pela maioria das atuais lideranças e governos locais, infelizmente, causando estagnação, atraso e perda de oportunidades para o crescimento de um município naturalmente privilegiado pela natureza.

Entretanto e apesar de tudo, a promessa da construção e pavimentação de dois trechos da BR 235, entre Gilbués e Santa Filomena, no Piauí, e Alto Parnaíba e Lizarda, no Tocantins, abrem perspectivas concretas de que os sonhos do fundador Cândido Lustosa de Britto e de construtores como Francisco Luiz de Freitas, Antônio Luiz do Amaral Britto, Samuel Lustosa de Britto, Adolpho Lustosa do Amaral Britto, Ludgéro César da Rocha, Antonio de Araújo Rocha, João Pereira Lopes, João Francisco de Vargas, Corbeniano Gomes da Silva, Odonel de Araújo Britto, Miguel de Lima Verde, Raimundo Lourival Lopes, Josué de Moura Santos, Pedro Gama, Henrique Batista, Lindolpho Lustosa do Amaral Britto, Elias do Amaral Britto, Cândido Lustosa de Britto Filho, Izidoro Rolim de Moraes, José Soares, Luiz Amaral, Aderson Lustosa do Amaral Britto, Carlos Lustosa do Amaral, Elias de Araújo Rocha, Ceir Pacheco, João Biá, Hermínio Ribeiro, Ritinha de Araújo Rocha, João Borges Leitão, Antonio Rocha Filho, Homerino Duarte Segadilha, Corintho de Araújo Rocha, Osvaldo Gama de Freitas, Wagner Evelim Pacheco, Daniel Lustosa de Britto, Ana Borges, Amanda Cavalcanti, Oséas Amaral, Maria de Lourdes Gouveia Rocha, Aluízio Ribeiro da Silva, Maria da Conceição Lopes, Plínio Aurélio do Amaral Rocha, Célio Antonio da Silva, Teresinha Castro Rodrigues, dentre outros, se transforme em realidade, passando a velha Victória a ser o centro de desenvolvimento – agricultura, pecuária, indústria, comércio, serviços -, de uma vasta região, que seria o acalentado sonho do Estado do Parnaíba, abrangendo o sul maranhense, o leste do Tocantins, o sudoeste e sul do Piauí e o oeste baiano, pois obrigatoriamente o Corredor Norte de Exportação tem que passar pela cidade de Alto Parnaíba, para que seja concretizado.


Esses são alguns dados históricos sobre a fundação de Alto Parnaíba e alguns aspectos sobre a vida política e econômica de nossa terra. Victória, ainda com essa grafia, foi o nome dado pelo fundador Cândido Lustosa de Britto em homenagem à esposa, Ana Victória, e à vitória que resultou na incorporação do extremo sul pelo Maranhão, e o dia da nossa padroeira é 08 de setembro.

domingo, 3 de maio de 2015

Mais uma enganação do Governo Tudo pelo Povo

Mais uma enganação do Governo Tudo pelo Povo

Poço, casa de máquinas e caixa d'água - Sistema Alto Grande 

O sistema de abastecimento de água do Alto Grande, anunciado com muita pompa, fogos de artifícios e a promessa de dias melhores para aquela gente, fixação de placa, mais uma obra construída com recursos próprios do “Governo Tudo pelo Povo” ficou somente na promessa.  

Já se passaram seis meses da eleição.

Durante a campanha eleitoral andou a todo vapor, mas, depois da abertura das urnas e a derrota massacrante do ex-Dep. Manoel Ribeiro, o grande financiador de mais uma “Obra eleitoreira”, parou-se tudo, ninguém foi mais lá, nem mais uma justificativa e sequer satisfação foi dada.

As dezenas de famílias que viveram dias eufóricos com a chegada da tão sonhada água encanada, ficaram a mercê, frustradas e decepcionadas.

Quando procurado o governo municipal simplesmente disse que não podia fazer nada.

Padrão e Poste do Luz para Todos - Menos de 30 metros.

Para conclusão da obra, falta apenas um transformador que custa em torno de 12 mil reais.

O problema é que na região residem pessoas que não votaram no quarentão, ou chefão, ou ditadorzão, então ?!?! Não precisa nem repetir o que acontece.  

Para nossa sorte, o povo alto parnaibano é de boa memoria e certamente próximo ano não se esquecerá das promessas. Só para aquecer a memoria do governo esquecido:
* A mando do Deputado derrotado Manoel Ribeiro foi dito, publicado e exposto em placa que em sessenta dias a água do Alto Grande estava jorrando em todas as chácaras, isso rendeu mais de dois mil votos;

Localidade Alto Grande
* Foi dito nos quatro cantos da cidade e da zona rural, a mando do candidato e atual Deputado Federal Aluízio Mendes, que ainda ano passado o Programa Luz para Todos do Governo Federal seria reiniciado e concluído em nosso município, isso rendou mais de mil votos e até ontem nem um poste fui fincando no município.


Ouvir recentemente de assessores do governo que quando eu público alguma coisa o prefeito executa, tomara que isso seja verdade, só assim teremos a conclusão do “Luz para Todos” e a água do “Alto Grande” Jorrará. 

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