domingo, 23 de agosto de 2015

Transposição do São Francisco: seca de 1877 foi uma das piores!

Transposição do São Francisco: seca de 1877 foi uma das piores!

Crianças retirantes da Grande Seca na província do Ceará, em 1878
Em 1877 teve início, no Nordeste, uma das piores secas já registradas no Brasil. Ela durou três anos e atingiu a região que hoje abrange 6 estados nordestinos mais o norte de Minas Gerais. A província do Ceará foi a que mais sofreu com a falta de água. Mais de 20% da sua população, que tinha na época 800 mil pessoas, deixou a região, procurando refúgio na Amazônia, outros 10% teriam morrido. Os cálculos não oficiais da época estimam que 500 mil pessoas pereceram em decorrência da seca.

A seca no Nordeste do Brasil é um fenômeno recorrente, de causas naturais, já que a área tem uma variação climática muito grande. Segundo os meteorologistas, ela ocorre quando a chamada zona de convergência intertropical (ZCIT) não consegue se deslocar até a região Nordeste no período verão-outono no Hemisfério Sul, sobretudo nos períodos de El Niño, o fenômeno climático que atinge regularmente o sul do Oceano Pacífico.

Apesar de outra seca considerável ter atingido a região nos anos 1844 e 1845, o império não tomou providências que pudessem amenizar os efeitos da falta de água em futuros períodos de estiagem. Assim, a população foi pega de surpresa na seca de 1877.

Os mais ricos tinham condições de deixar os locais em que moravam para procurar abrigo junto a parentes ou amigos que residiam em serras ou no litoral. Os adultos iam montados nos cavalos seguidos pelos carros de bois cheios de mulheres, crianças e bagagens, tendo na retaguarda os vaqueiros e os ajudantes conduzindo o que restara do gado.

O êxodo do sertão, naquela época, foi caracterizado pela perseguição dos mais pobres. Eles seguiam a pé, nas estradas precárias da época, levando nos ombros as crianças menores, puxando o que restava do rebanho de cabras ou vacas. Chamados de retirantes ou flagelados, eram perseguidos e expulsos quando estacionavam nas vizinhanças de um povoado.

Saques se tornaram frequentes. Comércios e armazéns eram protegidos à bala, como rotineiramente acontecia. As cidades, além dos vales férteis, ficavam apinhadas de flagelados.

A cidade de Aracati, no litoral sul do Ceará, passou de cinco mil habitantes para mais de 60 mil pessoas. A capital da província, Fortaleza, tinha 21 mil habitantes no ano de 1872, quando foi realizado o censo. Em 1878 passou a ter mais de 130 mil. Muitos dos retirantes morriam nas veredas e estradas. Os que alcançavam os centros urbanos chegavam à beira de um colapso e impressionavam pela desnutrição.

A economia provincial, já enfraquecida pela crise do algodão, sofre um impacto ainda maior. Os escravagistas vendem seus escravos para as regiões ao sul do Brasil. Os rebanhos, além de sofrerem por fome e sede, eram dizimados por doenças.

A flora e a fauna praticamente desaparecem; as lavouras exterminadas; o povo morre de fome e de sede. Para completar o quadro de tragédia, um surto de varíola dizima milhares de pessoas.

Enquanto a população sofria com a estiagem e a escassez de água e alimentos, a burguesia e a nobreza local beneficiaram-se com a seca. Caso de algumas casas comerciais, que viram seu lucro triplicar com a venda de artigos de primeira necessidade.

Empresas de navegação também aproveitaram a situação para lucrar, conduzindo flagelados para o Norte e o Sudeste. Joaquim da Cunha Freire, o Barão de Ibiapaba, exportou escravos em seus navios lotados, a partir de Fortaleza e Mossoró. Mulheres se prostituem em troca de comida, multiplicam-se os casos de roubo, furto e estupros.

Evidentemente, a culpa disso tudo era atribuída aos pobres. Autoridades, nobreza e burguesia que ficaram imunes a ação da tragédia, dizem que essas tragédias se deviam a um “desvio de ordem moral da gente mestiça”, que deveria ser enfrentada com forte repressão.

Em razão da situação calamitosa, o imperador Dom Pedro envia para a região uma comissão de engenheiros. Eles determinam que sejam perfurados poços, que se construam estradas de ferro e de rodagem e cacimbas, para armazenamento de água. Soluções paliativas que não adiantaram em nada.

Para os que não tinham posse de gado, esse prejuízo trouxe proporções maiores. Instalou-se a carência de alimentos nos mercados. O pouco que restara aumenta exorbitantemente de preço.

Como naquela época as relações de comércio envolviam sempre uma baixa remuneração, ou uma economia de troca de serviços e mercadoria, a inflação nos alimentos tornou-se severa demais para os mais pobres. Foram eles, evidentemente, os mais afetados pela seca, pois desapareceram as condições que lhe permitiam sobreviver econômica e fisicamente.

Estima-se que mais de 500 mil pessoas tenham perecido naqueles três anos de estiagem. A morte dos rebanhos significou diretamente a perda de grande parte das posses dos senhores de terras e dos vaqueiros, o que resultou num enorme prejuízo financeiro para região. Além disso, a perda de animais dificultou por vários anos a circulação comercial e de pessoas, uma vez que era através desses animais que se transportavam alimentos e pessoas.



Do Portal Vermelho, Humberto Alencar

sábado, 22 de agosto de 2015

Governo aprova proposta de criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba

Governo aprova proposta de criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba

 
Corredeiras da Taboca - Rio Parnaíba


Em audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão, na terça-feira (18), o Governo do Maranhão, por intermédio do secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão, Marcelo Coelho, representando o governador Flávio Dino, assinou o termo de subscrição da proposta de instituição do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba.

O documento integrará a proposta de criação do Comitê, que será encaminhada ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), juntamente com o termo de adesão dos 39 prefeitos dos municípios maranhenses banhados pelo rio. O Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba (CBH do Parnaíba) será um colegiado, normativo, consultivo e deliberativo, integrado pelo conjunto de representantes de entidades civis que defendem ou utilizam os recursos hídricos.

A audiência pública foi convocada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Maranhão, através do requerimento de autoria do deputado Rafael Leitora (PDT) e reuniu representantes dos Governos do Maranhão e Piauí, conselheiros dos Comitês de Bacia dos Rios Mearim e Munin, Codevasf, Denit, entre outras instituições.

Depois de ouvir o pronunciamento de todos os integrantes da mesa diretora dos trabalhos, onde indistintamente discorreram sobre a importância econômica e social do Rio Parnaíba para os estados do Maranhão, Piauí e Ceará, ficou patente a necessidade de instituição do Comitê de Bacia, como alternativa de preservar e conservar esse recurso hídrico, representado por um dos mais importantes rios brasileiros. Atualmente o Parnaíba está ameaçado pelo assoreamento pontual do seu leito, despejo de esgoto doméstico “in natura” e agricultura que utiliza defensivos pesados.

Bacia Hidrográfica

A futura Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba consiste no conjunto de todos os recursos hídricos convergindo para a área banhada pelo rio Parnaíba e seus afluentes. Esta é uma das 12 regiões hidrográficas do território brasileiro. Tal conjunto estende-se pelos estados do Piauí, Maranhão e trechos do estado do Ceará, e seu bioma varia da Caatinga, passando a Floresta Tropical, terminando na área de Vegetação Litorânea. Como principal área habitada da bacia hidrográfica, temos a cidade de Teresina, capital do estado do Piauí e, apesar da extensão do Parnaíba e seus afluentes, a área se caracteriza pelos índices críticos de abastecimento de água, rede de saneamento básico e tratamento de esgoto.


O Rio Parnaíba tem 1.400 quilômetros de extensão e sua bacia hidrográfica é formada 39 municípios do Maranhão, 223 do Piauí e 20 do Ceará. Segundo estudos de recursos hidroviários do Denit, o Parnaíba tem a maior parte do seu percurso navegável, ideal para transporte de cargas em sistema intermodal com ferrovia, podendo levar produtos agrícolas e manufaturados, através dos Portos de Pecém, no Ceará, e Itaqui, em São Luís.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Tribunal de Justiça do Maranhão empossa a Juíza Vanessa Machado Lordão para Comarca de Alto Parnaíba

Tribunal de Justiça do Maranhão empossa a Juíza Vanessa Machado Lordão  para Comarca de Alto Parnaíba 

Mais 30 comarcas passam a contar com juízes titulares
Novos juízes titulares, recém-empossados pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)
Mais 30 trinta comarcas iniciais vagas passam a contar, a partir desta quinta-feira (13), com novos juízes titulares, recém-empossados pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A escolha das unidades judiciais a serem ocupadas foi feita em audiência pública, obedecendo ordem de antiguidade para fins de titularização dos magistrados.

A vice-presidente do TJMA, desembargadora Anildes Cruz, conduziu a cerimônia e assinou os termos de titularização, no gabinete da Presidência do Tribunal.

Por designação da presidente do Tribunal, desembargadora Cleonice Freire, o desembargador Cleones Cunha presidiu a audiência pública de escolha das comarcas, nesta quarta-feira (12). A opção dos juízes foi feita segundo a ordem de classificação no concurso público, homologado conforme a Resolução nº022/2015.

A sessão foi iniciada pelo juiz Isaac Diego Vieira de Sousa e Silva, primeiro colocado, que optou pela comarca de São Bernardo para iniciar sua carreira na magistratura. Em seguida, Raniel Barbosa Nunes escolheu assumir a zona judiciária de São João dos Patos. Em terceiro lugar, Ivna Cristina de Melo Freire, iniciará suas atividades como juíza de Pindaré-Mirim.

Do quarto ao trigésimo lugar, as comarcas foram escolhidas na seguinte ordem:

Samir Araujo Mohana Pinheiro – Urbano Santos

Raphael Leite Guedes Medeiros de Azevedo – Pio XII

Tonny Carvalho Araujo Luz – São Luiz Gonzaga do Maranhão

Adriana da Silva Chaves - Bequimão

Italo Lopes Gondim – Amarante do Maranhão

Muryelle Tavares Leite Gonçalves – Magalhães de Almeida

Michelle Amorim Sancho Souza - Cedral

Claudilene Morais de Oliveira – Pastos Bons

Cristina Leal Meireles - Esperantinópolis

Raphael de Jesus Serra Ribeiro Amorim - Turiaçu

Francisco Eduardo Girao Braga - Cantanhede

Bruno Nayro de Andrade Miranda – São Pedro da Água Branca

Mayana Nadal Sant Ana Andrade – Buriti Bravo

Thiago Henrique Oliveira de Avila – Passagem Franca

Carlos Alberto Matos Brito - Penalva

Marcia Daleth Goncalves Garcez – Poção de Pedras

Galtieri Mendes de Arruda – Olho D´Água das Cunhãs

Luiz Emilio Brauna Bittencourt Junior – Olinda Nova do Maranhão

Eilson Santos da Silva - Mirador

Haderson Rezende Ribeiro – Santo Antonio dos Lopes

José Pereira Lima Filho - Loreto

Bernardo Luiz de Melo Freire - Joselândia

Douglas Lima da Guia - Cururupu

Thadeu de Melo Alves - Bacuri

Lyanne Pompeu de Sousa Brasil – São Raimundo das Mangabeiras

Selecina Henrique Locatelli - Arame

Vanessa Machado Lordão – Alto Parnaíba

Para a desembargadora Cleonice Freire, a posse dos novos magistrados representa um passo importante para reduzir o déficit de magistrados na Justiça estadual e garantir uma prestação jurisdicional mais eficiente nas comarcas de entrância inicial, nas quais os novos magistrados irão atuar.



Fonte: Ascom do Tribunal de Justiça do Maranhão TJMA

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

PREFEITO ITAMAR OBSERVA EVENTO DA PRESIDENTA DILMA NO MARANHÃO!


PREFEITO ITAMAR OBSERVA EVENTO DA PRESIDENTA DILMA NO MARANHÃO!  




O povo maranhense compareceu em peso à solenidade de entrega das novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, nesta segunda-feira (10), que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff e do governador do estado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em São Luís. Estiveram presentes também no evento, o Superintendente Regional/Balsas de Articulação Politica Prof. Márcio Rego e os assessores Carlos Biá e Valdir Preto, vários políticos da região, dentre eles o prefeito de Alto Parnaíba e o assessor Giltarlã Araújo.  


Maranhenses dão apoio à presidenta: Não vai ter golpe!



Em seu discurso, Flávio Dino defendeu a democracia estabelecida no país, os avanços promovidos pelos programas sociais do Governo Federal nos últimos 15 anos e disse que o povo maranhense rechaça qualquer tentativa de golpe orquestrado. A plateia, que lotava a solenidade, aplaudiu de pé a fala do governador e gritou palavras de ordem. “Não vai ter golpe!”, diziam.

O programa Minha Casa, Minha Vida, aproxima-se da marca de quatro milhões de moradias entregues em todo o país. No final do ano, a terceira etapa do programa pretende construir mais três milhões de habitações.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CURUPÁ CONDENADO AO ISOLAMENTO

CURUPÁ CONDENADO AO ISOLAMENTO

Vista do Curupá
O Distrito de Curupá, distante 120 km da sede administrativa - Alto Parnaíba,  situado no extremo sul do estado do Maranhão, criado pela lei estadual nº 269, no dia 31 de dezembro de 1948, em divisão territorial datada de 1-VII-1950, fica à margem esquerda do Rio Parnaíba, próximo às suas nascentes, primitivamente habitado pelos índios ‘Tapuias’, tendo também, uma reserva de remanescentes de Quilombolas “ Os Macacos”. É o povoado mais importante do município, por se tratar de distrito administrativo.
 
Principal Rua do Curupá


Mas, ao longo destes anos o Curupá foi condenado ao isolamento, esquecido pelas autoridades municipais e hoje corre sério risco de desaparecer.
 
Igreja do Bom Jesus
Em visita, a região, por ocasião do festejo em honra à Bom Jesus, podemos constatar in loco, o sofrimento daquela brava gente trabalhadora, que não desiste do seu torrão.   
 
Cavalgada Noite do Vaqueiro no festejo de Bom Jesus
O acesso é pela estrada vicinal que atravessa o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, abandonada e de difícil trafegabilidade. Nos últimos anos, sempre no dia 04 de agosto, é renovada a esperança daquela gente, quando a prefeitura envia maquinas (o comentário geral é que a apresentação das máquinas é alguma forma de pagamento de promessa). Mas, logo que encerram as festividades as mesmas voltam à sede do município sem prestar os devidos serviços, ou muitas vezes, como foi este ano, na tentativa de melhorar cavam a areia da antiga estrada, que com a chegada das chuvas, transforma em grandes crateras, dificultado ainda mais o transito. Pior que este ano não foi nem preciso a chegada do período chuvoso e já não se consegue trafegar pela estrada.
 
O motorista Moisés Zú, tentando desatolar o carro Foto: Homerino Segadilha
O sistema de comunicação é tão ineficiente quanto à estrada, possui apenas um orelhão da operadora OI, vinculado à telefonia do estado do Piauí, que fica a maioria do tempo quebrado.
Orelhão OI - PI
Por ser distrito o Curupá dispõe de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que são locais onde as pessoas podem receber atendimentos básicos e gratuitos em Pediatria, Ginecologia, Clínica Geral, Enfermagem e Odontologia. Os principais serviços oferecidos pelas UBS são consultas médicas, inalações, injeções, curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, tratamento odontológico, encaminhamentos para especialidades e fornecimento de medicação básica. Infelizmente aquela gente dispõe basicamente do trabalho de uma única enfermeira sem condições materiais para execução de tais procedimentos. No local foi afixada uma enorme placa indicativa da reforma da UBS, que está parada há meses, com previsão de conclusão em 2014.
Unidade Básica de Saúde - Curupá

Segundo relato de moradores, a desculpa da administração local para o não investimento na região é porque lá não tem produção.

A cidade mais próxima é Barreiras do Piauí - PI, a 60 km de distância, com estrada em melhores condições, mas, se não forem feitos reparos urgentes na ponte de madeira, construída na década de 90, ligando os estados do Maranhão ao Piauí, o isolamento será total.

Ponte sobre o Rio Parnaíba
Esta estrada é o principal acesso de saída de muita gente, que cansada do abandono procura melhores condições de vida em outros centros.  

Sr. Raimundo - Morador dos Macacos
O lugar é de terra fértil, de paisagem exuberante e de um povo acolhedor, pena que sempre foi esquecido pela administração pública municipal.


Dia 31 de dezembro o Distrito do Curupá completará 65 anos desde que foi registrado como distrito, esperamos que sobreviva até lá!
Rio Parnaíba 
Finalizo este texto com as palavras do saudoso Dr. Décio Rocha, que ainda no inicio da década de 2000, já reclamava da mesma situação, e, é que naquela época a prefeitura não dispunha de máquinas, hoje a realidade é bem diferente e as estradas continuam do mesmo jeito.


“Se eu estiver exagerando que alguém me prove o contrário, ou será que a estrada que liga a cidade ao distrito de Curupá e de lá até os Macacos (sem acesso às nascentes do rio Parnaíba) não é o mesmo carreiro de décadas atrás? Não fico feliz em escrever isso, mas jamais vou me silenciar enquanto for vivo. Nunca estive e não estou à venda e assim como JK, felizmente Deus me poupou do sentimento do medo. Em Alto Parnaíba temos terras férteis, água abundante, gente trabalhadora, migrantes contribuindo para o crescimento econômico vertiginoso do município. Isso é possível e deve ser comemorado. Mas a festa eleitoreira do governo municipal, não. Nosso povo tem brio e a indignação é geral, já demonstrada no silêncio após a fala de autoridades locais nos últimos anos. É melhor para quem faz o discurso a vaia do que o silêncio do desprezo, do descrédito, da incredulidade em quem acha que a maioria da população de Alto Parnaíba irá se contentar com pão e circo”.

Click e veja mais fotos
Com informações do Blog Folha Mistura Total,  Relatos de moradores do local e Blog Dr. Décio Rocha

O “JEITINHO” DE BURLAR LEIS

O “JEITINHO” DE BURLAR LEIS


O "jeitinho" oficial, estimulado pelo governo municipal, ganha contornos mais nítidos nas transgressões éticas cometidas reiteradamente, no dia a dia. Não se sabe como, e, nem com base em quê, mudaram leis e regras, caso típico da eleição que elegeu diretores e coordenadores das escolas municipais. Com isso, abandona a legitimidade para atuar nas brechas da ilegalidade, no jogo do vale tu – do para agradar antigos aliados.

E, na contramão tenta atropelar o SINSEPAP (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Alto Parnaíba - MA), com uma politiquinha mesquinha e má intencionada.

Como presidente do referido Sindicato não somos contra o nome da companheira nomeada para o cargo de Coordenadora Pedagógica na Escola Municipal Professora Conceição Neres, pelo contrario, queremos, inclusive lhe render elogios pela sua atuação à frente da coordenação daquela unidade escolar nos últimos quatro anos.

O nosso posicionamos contrario se dá pela forma insana e arrogante adotada pelo gestor em achar que está acima de todos e da lei. 

Quando o edital que trata das eleições de diretores e coordenadores é claro quando versa em seu art. 12.9. Os dirigentes serão nomeados para um mandato de 02 (dois) anos, com direito a uma única reeleição, desde que, tenham cumprido satisfatoriamente a avaliação feita pela Secretaria Municipal de Educação e, preencham os critérios estabelecidos no artigo 33 e 34 da Lei N°182/2010.


É necessário à nomeação por parte do chefe do executivo para os cargos de Diretor e Coordenador, para no máximo dois mandatos, não importa a forma da escolha se direta ou indireta. A recondução não se dá somente através do sufrágio, ela só se concretiza com o ato assinado pelo mandatário. Quando a lei diz que é apenas uma única recondução, mostra claramente que o interesse maior é o rodizio para que não se crie vícios administrativos, isto é aparente na Lei Complementar e no Edital que regeu a eleição.


Se esse fato vingar a eleição para escolha de Diretores e Coordenadores, que foi obtida através da luta incessante do SINSEPAP, tenda fracassar, uma vez que os gestores municipais, não vão querer que aconteça a disputa, pois nomear aliados é menos trabalhoso e rende votos.

Vamos ficar na espreita para que a Secretaria Municipal de Educação corrija o equívoco.

Carlos Biá

Presidente SINSEPAP

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Zé Rolo e dois filhos morrem em acidente grave na BR 230

Zé Rolo e dois filhos morrem em acidente grave na BR 230




Neste domingo (02) Um acidente grave na BR 230 entre duas camionetes deixou saldo de 3 pessoas mortas e 2 pessoas feridas:

As 05 pessoas da mesma família estavam em uma caminhonete quando colidiram com outro veículo a aproximadamente 15 quilômetros de Balsas sentido São Raimundo das Mangabeiras.

As vítimas que vieram a óbito foram identificados como: o produtor Rural José Gonçalves Rolo, 72 anos, e dois filhos: José Rolo Junior, 13 anos e Marcio Gonçalves Rolo 10 anos.




Marcia Gisele Pereira, de 55 anos viajou de ambulância UTI e a filha Gisele Gonçalves Rolo de 12 anos foi removida de avião: mãe e filha estão em estado grave



A causa do acidente ainda não foi divulgada, o que se sabe é que foi uma colisão entre duas caminhonetes Hilux.


Os ocupantes do outro veículo não correm risco de morte.


Governo do Estado anuncia concurso com mil vagas para a Saúde

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